Os Hicsos, estrangeiros que governaram o Egito por volta de 1637 a 1529 a.c, eram de origem semita e portanto, ligados aos israelitas. Por essa razão alguns historiadores bíblicos tentam estabelecer uma conexão entre hicsos e os israelitas. Tres diferentes teorias procuram ligar a história dos hicsos diretamente ao registro bíblico de Israel no Egito.
Primeira Teoria: um faraó hicso promoveu a José
Os proponentes dessa versão afirmam que os hicsos governaram o Egito no tempo que José foi vendido como escravo. Os hicsos, dizem eles, sendo étnica e linguisticamente próximos de José, estariam enclinados a simpatizar com ele e leva-lo ao poder. Entretanto, essa teoria contradiz a data proposta para os patriarcas, em geral aceita como final do III milenio a.c. Essa teoria exige que seus adeptos aceitem ” datação tardia” para o Exodo ( a Idade do Bronze Tardio III, 1250, a.c.) para não conflitar com o tempo da estadia do Egito.
A bíblia registra apenas um faraó que promoveu José por causa do talento excepcional do jovem. Sua etnia nunca é mencionada como fator determinante. O texto bíblico também apresenta os egípcios como classe governante, os quais institivamente reagiam com escárnio aos estrangeiros de hábitos pastoris.
Segunda teoria: o faraó da opressão era um hicso
Os adeptos desse ponto de vista propõem que foi um faraó hicso quem escravisou os israelitas. Ainda que defendido por alguns estudiosos, que consideram essa teoria bem ajustada á cronologia da narrativa bíblica, ela faz pouco sentido. Os hicsos, como estrangeiros semitas, seriam conscientes, sem dúvida, de seu controle sobre uma ampla população egipcia nativa. Por que então perseguiriam um grupo que consideravam aliados naturais? Exodo 1.8-10 de fato, mostra que o faraó da opressão nutria o mesmo antogonismo que os egípcios contra os semitas.
Terceira teoria: expulsão dos hicsos e o Exodo israelita são memso acontecimento
A teoria do Exodo baseada nessa realidade afirma que a história da expulsão dos hicsos é simplesmente a versão egipcia do Exodo israelita. Esse ponto de vista, que exige uma datação bem anterior para o Exodo, encaxa-se bem na cronologia de Jericó, pois nela a cidade é ligada a uma grande destruição no final da Idade do Bronze Médio, não muito depois da expulsão dos hicsos.
Todavia, esse ponto de vista depara com um sério desafio. A história da expulsão dos hicsos e a do Exodo israelitas nada tem em comum, exceto que ambos os casos um grande grupo de estrangeiros deixaram os Egito. Os egípcios expulsaram os hicsos após uma longa campanha militar, enquanto o Exodo bílbico aconteceu no período de algumas semanas, não envolvendo nenhuma açãi militar, pelo menos são até seu desfecho, depois que os israelitasn jã haviam deixado o Egito.
Qualquer tentativa de ligar os hicsos com a narrativa bíblica resultará em erro. O máximo que se conseguirá é ligar de forma indireta alguns goverantes hicsos á história de Israel- aliás, esse fato deu aos egípcios uma boa razão para odiar e desconfiar de todos os semitas.